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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Arcossólio manuelino de Pedro de Figueiredo na igreja de São Miguel do Outeiro, Tondela


AQUI JAZ PERO DE FIGUEIREDO CAVALEIRO DA CASA DEL REI ... (?)


Armas de Figueiredos, com uma flor-de-lis de ouro por diferença.

CBA de Miguel de Figueiredo, filho de Pedro de Figueiredo.

Carta de Armas do apelido de Figueiredo.

D. Manuel, por graça de Deus, etc….
Fazemos saber que Miguel de Figueiredo, fidalgo e morador em a nossa cidade de Viseu, nos fez petição como ele descendia em linha da geração e linhagem dos Figueiredos e suas armas lhe pertenciam de direito pedindo-nos permissão +. E tomando nós inquerições pelo vigário de Tomar e por Álvaro Gonçalves Estevão, pelos quais fomos certos que ele procede e vem da geração e linhagem dos Figueiredos e que de direito as suas armas lhe pertencem, as quais armas são as seguintes // em campo vermelho cinco folhas de figueira de verde, levantadas de ouro em aspa, e por diferença uma flor de lis de ouro, elmo de prata aberto e paquife de ouro e vermelho, e por timbre dois braços vermelhos de leão e em cada mão uma folha das suas armas. Foi passada esta carta em Lisboa aos 16 de Março de 1515. Pelo bacharel António Rodrigues Rei d'Armas principal.

Esta carta está no livro de Sacaduras da Aguieira pag.22

"Cópia de cartas de armas que servem de documento ao Nobiliário que escreve António Maria Seabra d'Albuquerque, natural da cidade de Coimbra" anotado por Frederico Perry Vidal, s.d.,



segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Arca tumular exposta no Museu de Lamego






quarta-feira, 13 de julho de 2016

Igreja Matriz de Meruge, Oliveira do Hospital





 S.A DE IO FE /
 IY E FO DE LVS /
 MACHADO . E D . /
 ISABEL . ROZ

 Escudo com as armas de Melos
padroeiros da igreja de Meruge.

 Escudo esquartelado: I e IV - Freire de Andrade. II e III - Machado.
Armas de João Freire de Andrade

"Nesta arca tumular manuelina da igreja paroquial de Meruge, (antiga Maruja) junto a
Sandomil, repousam os restos mortais de João Freire, irmão de Mécia de Andrade Machado. Este João Freire foi um dos três maridos de Leonor de Pina, filha do cronista Rui de Pina, sendo
sua filha Isabel Freire, que de António de Oliveira, cónego da Sé de Coimbra, chamado o cónego
triste, teve vários filhos. Um deles foi Gaspar Freire de Andrade, que veio a ser padroeiro da
igreja de Meruge, onde casou a 17-11-1571 com Antónia Cardoso, sem geração"

In: MENDONÇA, Manuel Lamas - "Ensaio sobre a origem dos Machados da Ilha Terceira"

Fotografias e texto de apoio gentilmente cedidos por João Goulart de Bettencourt.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Arca tumular do General Póvoas no cemitério da Vela, Guarda




Escudo sob elmo.
Partido: I - Cortado de: 1 - Proença. 2 - Coutinho. II - Proença.
Segundo o marquês de Abrantes, não existem armas para Póvoas. Estes usaram as dos Proenças.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Mosteiro e Igreja de São João de Tarouca

 Arca tumular de Pedro Anes


 Arca tumular de Urraca Afonso, filha ilegitima de D. Afonso III.

Armas do reino.


 Brasão da ordem de Cister


 Arca tumular de D. Pedro Afonso. IIIº Conde de Barcelos, filho ilegitimo de D. Dinis.
Armas de Portugal antigo.





 Brasão da Ordem de Cister

"FVNDATA FVIT ISTA / ERA MCLXREDAS IVLII"

Cronologia

Séc. 11 - existia, no local, uma comunidade beneditina *3; Inicialmente um ermitério; 1140 - carta de couto ao convento, referindo que é de observância beneditina; 1141 - 1144 - filiação na ordem de Cister, formalizando-se deste modo a fundação do primeiro mosteiro cisterciense em Portugal, presidida pelo abade Fr. João; 1141, Julho - Froia Cides e a esposa Gontina doaram ao mosteiro a terça parte das suas herdades; 1143, 29 Setembro - Gonçalo Anseriz doou uma vinha em Alvelos; 1144 - D. Afonso Henriques doa ao convento o couto de Santa Eulália, no Porto; 1145, Abril - D. Goiene doou uma vinha ao mosteiro; 1152 - os muros achava-se concluídos, estando a obra a cargo de João Froilaz; 1154, Março - Pedro Viegas deu uma herdade em Mosteirô, em Cambres; 1169, 18 Março - sagração da igreja, na presença dos bispos de Braga, Porto, Lamego e Viseu; 1182 - doação ao mosteiro de uma casa e forjam em Moledo, no concelho de Castro Daire; 1187 - doação de nova casa e forja na mesma localidade; séc. 13 - execução de uma Senhora do Ó, actualmente no Museu de Lamego; 1240 - o bispo D. Paio doou uma herdade de Proviceiros, em Freixo de Numão; 1320 - tinha 3500 libras de rendimento; 1350, 30 Março - testamento de D. Pedro, Conde de Barcelos, que deixou uma herdade em Santarém, com a condição de missas e a manutenção de uma lâmpada de prata sempre acesa; 1354 - morte de D. Pedro, conde de Barcelos, sepultado no mosteiro; 1490 - foi abade Fr. Álvaro de Freitas, que deixou ao mosteiro paramentaria, curzes e turíbulos de prata; feitura do retábulo-mor, com as imagens de São Bento e do Espírito Santo; construção da torre e da casa de São Brás; 1506, 8 Setembro - sagração do altar de São João Baptista, com várias relíquias depsitadas; séc. 16 - construção do Dormitório Novo e da Torre Sineira; pinturas por Vasco Fernandes e Gaspar Vaz; 1517 - a obra do claustro estava adiantada, sendo criticada a existência de galeria superior pelo abade João Claro; 1536, 3 Abril - o visitador informa que o comendador é o bispo de São Tomé, deão da Capela Real, ordenando que digam missa diária na Capela de São Brás, à porta do mosteiro, para que as mulheres não entrem na igreja; proíbe que as hortas em redor do mosteiro sejam exploradas por particulares e manda que se faça um relicário de madeira guarnecido de veludo para guardar as relíquias e um aqueduto de pedra para transportar a água para o mosteiro, como já houvera, e que se fizesse uma fonte no muro da cerca; 1555, 26 Maio - D. João III obtém do Papa Paulo IV autorização para a supressão do convento, tendo os bens e propriedades sido entregues à Ordem Militar de Cristo; 1560, 22 Janeiro - a pedido dos religiosos, a bula anterior foi revogada, tendo sido os bens restituídos ao mosteiro; passagem do governo abacial de perpétuo para trienal; 1567 - Pio V congregou os mosteiros cistercienses, fazendo-os depender da casa-mãe de Alcobaça; 1570 - construção da Capela de São João na cerca, por ordem do abade Fr. Miguel de Albuquerque; 1572 - o mesmo manda construir uma fonte ao lado do terreiro da bola; 1574 - Fr. Teófilo mandou murar a cerca e construir a Capela de Santa Catarina; séc. 16, década de 80 - feitura do retábulo-mor e pintura da sacristia; construção da portaria, os muros de um dormitório e conclusão do douramento do retábulo-mor; 1597 - construção do chafariz do claustro; séc. 17 - reforma da fachada principal; 1620-1630 - pintura de dezasseis tábuas para o retábulo de Jesus, Maria, José, por António Vieira; 1648 - reedificação da Capela de Santo António; 1650 - pintura dos painéis do retábulo do transepto; feitura dos retábulos de São Bento e São Bernardo; 1662 - construção dos aposentos dos abades, na torre; 1677 - feitura da torre sineira; 1681 - douramento dos retábulos e execução do novo refeitório; 1692 - douramento de retábulos; 1699 - feitura de um dormitório; séc. 18 - nova campanha de obras no Dormitório Novo; 1702 - início da obra da nova capela-mor; 1710 - reconstrução da sacristia; 1711 - colocação de vidraças nas janelas e colocação do órgão noutro local; 1718 - feitura dos azulejos da capela-mor, conforme data nos mesmos; 1729, 4 Abril - contrato com Luís Pereira da Costa e Ambrósio Coelho para a execução de duas caixas de órgão; 6 Abril - contrato com António Cardoso e Manuel Vieira para a feitura do cadeiral; 1745 - feitura dos azulejos do topo N. do transepto; 1767 - execução do órgão por Francisco António Solha, por ordem de Frei Félix de Castelo Branco; séc. 18, final - o mosteiro tinha 48 celas e existiam 38 religiosos no mosteiro; séc. 19 - última campanha de obras de ampliação do mosteiro; 1938 - solicitado o restauro dos retábulos existentes, nomeadamente o painel de São Pedro, atribuído a Grão Vasco; 1992, 01 junho - o imóvel é afeto ao Instituto Português do Património Arquitetónico, pelo Decreto-lei 106F/92, DR, 1.ª série A, n.º 126; 1995 - queda parcial da torre menor erguida na zona posterior durante o Inverno; 1996 - 1999 - investimento estatal global de 208 mil contos; 1998 - Desp. n.º 81 / 98, de 02 de Janeiro, do Ministério da Cultura, autorizando o IPPAR a expropriar 14 prédios rústicos e um urbano, que se encontram na área do convento incluindo a estrutura arquitectónica, por motivo de utilidade pública; 1999 - Desp. n.º 8 285 / 99, de 26 de Abril, autorizando o IPPAR a tomar posse administrativa do prédio n.º 651 descrito na Conservatória do Registo Predial de Tarouca, composto por convento em ruínas, Dormitório Novo, terras de produção, árvores de fruto e subugueiros e atravessado por um rio que vai encanado ao centro, de propriedade inscrita na matriz predial urbana sob o artigo 1.044, com 2 337,09 m2, e valor patrimonial de 48 600$00; elaboração de projecto de reabilitação do Mosteiro visando a restituição da traça original dos elementos arquitectónicos da antiga estrutura monacal; 1999, Julho de - assinatura do contrato de aquisição pelo estado dos terrenos onde se encontram ruínas e paredes dos dormitórios do séc. 18; 2007, 20 dezembro - o imóvel é afeto à Direção Regional da Cultura do Norte, pela Portaria n.º 1130/2007, DR, 2.ª série, n.º 245.

In: monumentos.pt

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Sepultura de Pedro Rodrigues Portocarreiro - Igreja da Graça - Santarém.
























Aquy jaz ho muito homrado pero rodriguez porto carreiro
ayo que foy do conde dom anrique . cavaleiro da hordem
de samtiaguo he ho muito homrado gonçalo gil barbosaa
seu jenro caualeiro da hordem de cristos . he asi ho
 muy homrado seu filho francisco barbosa. os quaes fo
ram trasladados a esta sepultura . no ano de 1532




A igreja da Graça em Santarém foi edificada por D. João Afonso Teles de Meneses e sua mulher D. Guiomar de Vilalobos, conforme letreiro que lá existia: "Este mosteiro mandou fazer o conde de Ourém D. João Afonso, e a Condessa D. Guiomar sua mulher, e foi posta em el a primeira pedra segunda feira 16 dias do mes de Abril da E. 1418" (1380)[1].Originalmente esta igreja fazia parte do Mosteiro de Sto. Agostinho.
            Esta capela de Santo Alípio assim como o túmulo foram mandados construir por Dona Mécia Mendes de Aguiar, viúva de Gonçalo Gil Barbosa cerca de vinte anos após a morte de seu marido.
            Quanto às pessoas a que se refere este epitáfio temos em primeiro lugar Pero Rodriguez Portocarreiro, pai da já referida Dona Mécia e aio de um conde dom Henrique cujo condado não é referido. E que talvez seja o mesmo Pero Portocarreiro, primo do conde Dom Duarte de Meneses, referido na crónica deste, da autoria de Gomes Eanes de Zurara, no cap. VI, que servia em África em 1431. Consta que inicialmente estaria sepultado na Igreja de Sta Maria de Marvila (Santarém). Para identificar este Conde Dom Henrique procurei no « Catálogo Cronológico de
todos os títulos havidos em Portugal até à ocupação dos Felipes », 2ª parte , onde apenas são mencionados dois condes de nome Dom Henrique. O mais antigo é dom Henrique Manuel de Vilhena, Sr. de Cascais e 10º Conde de Seia entre 1373 e 1381, e senhor do Paço de Sintra por doação de D. João Iº, de 4.XII. 1385. Em 1386 passou-se para Castela, onde foi feito Conde de Montalegre c senhor de Meneses. Por isso os bens que tinha em Portugal reverteram para a coroa e o título extinguiu.se. O outro foi D. Henrique de Meneses, 30 Conde de Viana ( do Minho) em Fevereiro de 1464, Capitão de Alcácer, 11º Conde de Valença em 20 de Julho de 1464.
            Pelas datas parece-me que o mais provável é que o Conde Dom Henrique mencionado na Epígrafe seja o D. Henrique de Meneses, Conde de Viana já que o outro se encontra muito distanciado cronologicamente e este parece ter ainda alguma relação de parentesco com Pero Roiz Portocarreiro, por parte da sua terceira avó D. Maior de Portocarreiro.
            Quanto a Gonçalo Gil Barbosa, sabe-se que viveu em Santarém e foi para a Índia com Pero Alvares Cabral em 1500 para ficar em Calecut como escrivão da feitoria que o rei Dom Manuel 1º ali mandou construir. Foi feitor de Cananor, onde por seu conselho foi erguida uma fortaleza, conforme descreve Damião de Goes na sua "Crónica del Rei D. Manuel. Voltou ao reino e a 2 de Janeiro de 1507 fez testamento junto com sua mulher no qual mandam sepultar-se na Igreja de Sta. Maria de Marvila (Santarém).
            Morreu a 8 de Julho de 1509 e foi sepultado na dita igreja de Sta. Maria de Marvila.
            O último referido, Francisco Barbosa foi o primeiro filho de Pera Rodrigues Portocarreiro e de D. Mécia Mendes de Aguiar, faleceu ainda em vida de sua mãe e não se sabe onde terá sido sepultado inicialmente.
            Os restos mortais destes três familiares de D. Mécia Mendes de Aguiar terão sido trasladados para este túmulo em 1532 conforme o epitáfio, contudo numa escritura de 1531 D. Mécia diz que naquele convento estavam enterrados seu pai e seu marido[2] o que poderá ter acontecido é que os corpos destes estivessem já na capela mas ainda não tivessem sido colocados no túmulo por este não estar finalizado .



[1] FREIRE, Anselmo Braamcamp - "Brazões da sala de Sintra" - Coimbra. 1921, Imprensa da Universidade.
[2] LIMA, Manso de, "Famílias de Portugal", Vol III, Lisboa, 1927