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sábado, 3 de outubro de 2026
Paços do Concelho e Pelourinho de Vila do Conde
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Armas do reino,
Concelho de Vila do Conde,
Distrito do Porto,
Pelourinho,
Vila do Conde
Casa da Praça, Azurara, Vila do conde
Escudo sob elmo e timbre de Negrões em cartela rocaille
Esquartelado: I e IV - Negrão. II - Lopes. III - Pereira (mal representado)
Diferença no 1º quartel.
CBA de 12 de Fevereiro de 1778 em nome de Manuel Joaquim Lopes Pereira Negrão
Marcadores:
Azurara,
CBA,
Concelho de Vila do Conde,
Diferença,
Distrito do Porto,
Lopes,
Negrão,
Pereira,
Séc. XVIII
Azenha Quinhentista de Azurara, Vila do Conde
Esta azenha foi mandada construir pela Casa dos Marqueses de Vila Real, por essa razão teve, durante muitos séculos, este escudo com o mote ou alma da empresa do Marquês de Vila Real, o famoso "Aleeo"
Esta pedra já não se encontra na azenha.
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Azenha,
Concelho de Vila do Conde,
Distrito do Porto,
Empresa,
Marquês de Vila Real,
Vila do Conde
segunda-feira, 12 de agosto de 2019
Sepultura de Vasco Mendes de Sousa, filho de Mendo Gonçalves de Sousa, em Pombeiro de Riba Vizela
"D.
Mendo Viegas socedeo a Dom Rodrigo pella era de 1260 até a de 1269
estava em tempos passados sepultado junto a porta travessa, que da
Igreja hia pera a claustra. Em seu tempo fez D. Gonçalo Mendes filho do
Conde D. Mendo chamado o Sousão doação ao Mosteyro de tudo o q tinha em
Ferreyra afsi leigal, como Ecclesiastico era 1268. E D. Valasco Mendes
irmão do dito D. Gonçalo, lhe fez doação de todas as herdades de Villa
Verde com devezas, & moinhos, por sua alma, & de seus
antepassados." (Frei Leão de S. Tomás, “ Beneditina Lusitana”, tomo II,
tratado I, parte I, capítulo X, p. 71)
VI idus Martii ob[iit] dom[nus] Velasco Mene[n]di filius comitis donni/. Menendi. Era MCCLXXX
(10 de Março faleceu Dom Vasco Mendes, filho do conde D. Mendo Era 1280 (AD1242)
O crescente no pomo da espada é a representação mais antiga que se conhece de heráldica de família num túmulo.
Escudo muito desgastado onde ainda se nota uma orla de escudetes.
No estudo realizado por Miguel Metelo de Seixas e João Bernardo Galvão-Telles, intitulado: "Sousas Chichorros e Sousas de Arronches, um enigma heráldico" (in: "Estudos de Heráldica Medieval"), é-nos referido que:
"(...)Em trabalho vindo a lume em 1965, Francisco de Simas Alves de Azevedo
tratou de analisar a origem e a difusão das armas dos Sousas, salientando que o uso
da caderna de crescentes devia remontar ao conde D. Mendo Gonçalves de Sousa,
o Sousão, mordomo-mor, não obstante só se encontrar documentado nas pessoas
dos seus filhos D. Gonçalo († 1239), igualmente mordomo-mor, e D. Vasco Mendes
de Sousa († 1242)* (...)
* - Sendo certo que o escudo que ornamenta o seu túmulo se apresenta hoje liso, este autor assinalou contudo a presença do crescente, sinal da linhagem dos Sousas, no pomo da espada figurada na respectiva tampa sepulcral: “Dom Vasco Mendes, décédé en 1242, semble avoir, sur son tombeau, un croissant sur le pommeau de son épée”. AZEVEDO, Francisco de Simas Alves de, “Un fameux écartelé portugais”, Archivum Heraldicum, 1965,n.º 2-3, pp. 29-34, p. 29"
"(...)Em trabalho vindo a lume em 1965, Francisco de Simas Alves de Azevedo
tratou de analisar a origem e a difusão das armas dos Sousas, salientando que o uso
da caderna de crescentes devia remontar ao conde D. Mendo Gonçalves de Sousa,
o Sousão, mordomo-mor, não obstante só se encontrar documentado nas pessoas
dos seus filhos D. Gonçalo († 1239), igualmente mordomo-mor, e D. Vasco Mendes
de Sousa († 1242)* (...)
* - Sendo certo que o escudo que ornamenta o seu túmulo se apresenta hoje liso, este autor assinalou contudo a presença do crescente, sinal da linhagem dos Sousas, no pomo da espada figurada na respectiva tampa sepulcral: “Dom Vasco Mendes, décédé en 1242, semble avoir, sur son tombeau, un croissant sur le pommeau de son épée”. AZEVEDO, Francisco de Simas Alves de, “Un fameux écartelé portugais”, Archivum Heraldicum, 1965,n.º 2-3, pp. 29-34, p. 29"
"(...)Em primeiro lugar, as pedras dos Sousões apresentam uma profusão de
figurações do tema primordial do crescente, entendido como sinal da família: a mais
comum de todas elas é a da caderna, em que se hão-de cristalizar as armas quando se
fixarem; mas vêem-se também conjuntos de cinco cadernas em aspa, conjuntos de um
crescente com uma estrela, dois crescentes um sobre o outro, e uma intrigante pedra
só com três crescentes alinhados em faixa, que o marquês de Abrantes considerou
como representação vexilar. Os sinais dos Sousões ora se apresentam contidos dentro
de escudos, ora a ornamentar um objecto ou peça de vestuário (caso da sela e da
gualdrapa do cavalo), ora simplesmente soltos, por vezes com um valor decorativo
notável, como acontece com a caderna incompleta que enquadra a figura do cavaleiro.
Concluía o marquês de Abrantes: “será de realçar a profusão com que os crescentes,
isolados ou formando caderna, nos surgem. E, perante a vetusticidade destes
monumentos, somos forçados a concluir que, efectivamente, as primitivas armas dos
«de Sousa» eram realmente formadas a partir de crescentes isolados ou constituindo
uma ou mais cadernas”, para chamar a atenção, mais adiante, para a “variedade que,
afinal, confirma a liberdade e vitalidade plásticas da nossa heráldica medieval”.
Em segundo lugar, ao verificar a diversidade de contornos dos escudos (que
associou à presença de orlas ou bordaduras) e, bem assim, as variações na disposição
dos crescentes, o marquês de Abrantes aventou a seguinte hipótese: “Não podemos
deixar de crer que aqueles elementos teriam um significado e este seria, naturalmente, o de constituírem «diferenciações»”. O autor aproximou então as figurações de
Alcobaça com as do túmulo do já mencionado Vasco Mendes de Sousa, existente
no mosteiro de Pombeiro de Riba de Vizela, o qual apresenta um escudo (hoje liso
mas que em tempos teria sido pintado) com o mesmo tipo de orla incisa".
figurações do tema primordial do crescente, entendido como sinal da família: a mais
comum de todas elas é a da caderna, em que se hão-de cristalizar as armas quando se
fixarem; mas vêem-se também conjuntos de cinco cadernas em aspa, conjuntos de um
crescente com uma estrela, dois crescentes um sobre o outro, e uma intrigante pedra
só com três crescentes alinhados em faixa, que o marquês de Abrantes considerou
como representação vexilar. Os sinais dos Sousões ora se apresentam contidos dentro
de escudos, ora a ornamentar um objecto ou peça de vestuário (caso da sela e da
gualdrapa do cavalo), ora simplesmente soltos, por vezes com um valor decorativo
notável, como acontece com a caderna incompleta que enquadra a figura do cavaleiro.
Concluía o marquês de Abrantes: “será de realçar a profusão com que os crescentes,
isolados ou formando caderna, nos surgem. E, perante a vetusticidade destes
monumentos, somos forçados a concluir que, efectivamente, as primitivas armas dos
«de Sousa» eram realmente formadas a partir de crescentes isolados ou constituindo
uma ou mais cadernas”, para chamar a atenção, mais adiante, para a “variedade que,
afinal, confirma a liberdade e vitalidade plásticas da nossa heráldica medieval”.
Em segundo lugar, ao verificar a diversidade de contornos dos escudos (que
associou à presença de orlas ou bordaduras) e, bem assim, as variações na disposição
dos crescentes, o marquês de Abrantes aventou a seguinte hipótese: “Não podemos
deixar de crer que aqueles elementos teriam um significado e este seria, naturalmente, o de constituírem «diferenciações»”. O autor aproximou então as figurações de
Alcobaça com as do túmulo do já mencionado Vasco Mendes de Sousa, existente
no mosteiro de Pombeiro de Riba de Vizela, o qual apresenta um escudo (hoje liso
mas que em tempos teria sido pintado) com o mesmo tipo de orla incisa".
Trabalho disponível para download aqui
Marcadores:
Concelho de Felgueiras,
Distrito do Porto,
Epigrafe,
Mosteiro,
Pombeiro de Riba Vizela,
Séc. XIII,
Sepultura Armoriada,
Sousa de Arronches
domingo, 11 de agosto de 2019
Túmulos de Martim Vasques de Soverosa, e de seu sobrinho Joao Fernandes de Lima, no mosteiro de Pombeiro de Riba Vizela.
Túmulo de Martim Vasques de Soverosa
Armas de Soverosas
Túmulo de João Fernandes de Lima
Escudete com as armas de Limas, na ponta da bainha da espada.
Armas de Limas
Para a identificação do primeiro túmulo, sigo a opinião dos Doutores, António Henriques e Tiago Sousa Mendes, que no seu estudo, "FFEGURAS & SINAEES IV - OS TÚMULOS ARMORIADOS DE POMBEIRO DE RIBA-DE-VIZELA", disponivel em pdf aqui, defendem:
"Resumo: encontram-se no Mosteiro de Pombeiro de Riba de Vizela dois imponentes túmulos armoriados com estátuas jacentes, datados da primeira metade do Século XIV. O facto de serem anepígrafos, juntamente com a parcimónia das fontes contemporâneas, têm iludido a identificação dos tumulados. Neste artigo os autores fazem uma revisão crítica da literatura, recorrendo predominantemente à literatura heráldica que tem sido largamente ignorada nas abordagens anteriores aos túmulos. Concordamos com a atribuição do maior dos túmulos a João Fernandes de Lima IV, pertencente à família patronal por sua mãe Urraca Vasques de Soverosa. No entanto rejeitamos a possibilidade de o menor dos túmulos pertencer ao primeiro Conde de Barcelos, João Afonso, como defendido por quase todos os autores que abordaram o tema. De facto, há uma clara inconsistência entre as cinco flores-de-lis esculpidas no túmulo e as armas existentes nos dois selos conhecidos do Conde de Barcelos. Os autores apresentam por isso uma identificação alternativa coerente com a heráldica presente no túmulo e com as características iconográficas do jacente. Partindo do trabalho do Marquês de Abrantes, que demonstrou que os Soverosas usavam cinco flores-de-lis, e da história do mosteiro, identificamos o tumulado como sendo Martim Vasques de Soverosa. Este cavaleiro morreu na batalha de Alfaiates, provavelmente lutando ao lado de seu cunhado galego Fernando Fernandes de Lima. Assim, o túmulo foi possivelmente encomendado por sua irmã Urraca, mãe do dito João Fernandes de Lima IV, que se encontra sepultado no outro túmulo. Concluímos argumentando que a heráldica medieval portuguesa já tem conquistado um conjunto suficientemente robusto de conhecimentos, que infelizmenteé muitas vezes ignorado por outros autores."
Leitura obrigatória!
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arca tumular,
Concelho de Felgueiras,
Distrito do Porto,
estátua jazente,
Lima,
Pombeiro de Riba Vizela,
Séc. XIII,
Soverosa
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