Solares e Brasões
Fotoblogue - Heráldica e Património
sábado, 3 de outubro de 2026
Paços do Concelho e Pelourinho de Vila do Conde
Casa da Praça, Azurara, Vila do conde
Escudo sob elmo e timbre de Negrões em cartela rocaille
Esquartelado: I e IV - Negrão. II - Lopes. III - Pereira (mal representado)
Diferença no 1º quartel.
CBA de 12 de Fevereiro de 1778 em nome de Manuel Joaquim Lopes Pereira Negrão
Azenha Quinhentista de Azurara, Vila do Conde
Esta azenha foi mandada construir pela Casa dos Marqueses de Vila Real, por essa razão teve, durante muitos séculos, este escudo com o mote ou alma da empresa do Marquês de Vila Real, o famoso "Aleeo"
Esta pedra já não se encontra na azenha.
Quinta do Bosque , Barcelos, Remelhe. Torre de Moldes
Escudo sob elmo e timbre de Pereiras, em cartela rocaille.
Esquartelado de: I - Pereira (com diferença). II - Fonseca. III - Silva. IV - Veloso.
CBA de 8-03-1783 em nome do Bacharel João Nepomuceno Pereira da Fonseca Veloso, Juiz de Fora da Vila de Mecejana, e suas anexas, natural da freguesia de Santa Marinha de Remelhe, etc. (AHG-1234)
Casa da Torre de Moldes, Barcelos, Remelhe
Escudo sob elmo e timbre de Pereiras, em cartela rocaille.
Esquartelado de: I - Pereira (com diferença). II - Fonseca. III - Silva. IV - Veloso.
CBA de 8-03-1783 em nome do Bacharel João Nepomuceno Pereira da Fonseca Veloso, Juiz de Fora da Vila de Mecejana, e suas anexas, natural da freguesia de Santa Marinha de Remelhe, etc. (AHG-1234)
Torre e Casa de Gomariz, Vila Verde, Cervães.
Escudo sob elmo e timbre de ? (uma torre), ornado de paquife.
Esquartelado de: I - Esquartelado de Cunha e Silva. II - Velho. III - Azevedo. IV - Barreto.
Património Cutural - Instituto Público:
"História
A propriedade de Gomariz foi documentada pela primeira vez em 1296, ano em que Estêvão Durão Esteves, Cónego da Sé de Braga e contador do rei D. Dinis, adquiriu a propriedade (SOUSA: 1978, p.16). O edifício que chegou até à atualidade é posterior aos finais do século XIII, mas revela uma tipologia de habitação nobre característica dos séculos finais da Idade Média, fazendo crer que se deu uma reforma de um conjunto anterior; no entanto, desconhece-se se à época da citada compra existia uma domus fortis no local.
No início do século XVI, provavelmente na sequência da passagem da posse da quinta para Constança Soares, viúva do nobre Pedro da Cunha, ocorrida em 1531, deu-se uma profunda reforma do edifício medieval, embora Carlos de Azevedo avance que o promotor da obra possa ter sido o próprio Pedro da Cunha, ainda pelos finais do século XV (AZEVEDO, 1988, p.146).
Depois da reforma quinhentista, possivelmente no século XVIII, construiu-se a nova ala residencial, adossada à torre, cuja organização espacial original consignava ao piso térreo os espaços de apoio, como arrecadações, cozinhas e demais dependências de carácter funcional e, porventura, rural, ao passo que reservava ao andar nobre os quartos e o salão social. Durante a campanha barroca foi também construído o muro de delimitação da quinta, bem como a capela, localizada junto à entrada da propriedade.
No ano de 1913 o imóvel foi adquirido pela atual família proprietária. No entanto, os espaços quer da torre quer da habitação barroca chegavam aos finais da centúria bastante degradados.
Assim, no início do século XXI os proprietários patrocinavam uma grande obra de reconversão dos espaços, para que fossem adaptados a unidade hoteleira, que promoveram a reabilitação das estruturas arquitetónicas, com base numa solução reversível. O projeto foi realizado pelos arquitetos Paulo Braga e Cristina Amaral, com design interior do Atelier Nini Andrade e Silva.
O imóvel foi classificado em 2019 como monumento de interesse público.
Catarina Oliveira
DGPC, 2019"









