domingo, 30 de novembro de 2014

Torre de Alcofra - Vouzela



















Arquitectura militar e arquitectura residencial, medieval. Torre de planta quadrada, com características defensivas, com acesso único por vão em arco abatido, em posição elevada, que teria acesso por escadas removíveis, com frestas no piso inferior.

Planta quadrangular simples, de disposição verticalista, com fachadas em alvenaria de granito aparente e remates em cornija, apresentando no piso térreo, pequenas frestas. Fachada principal, voltada a SE., com porta em arco apontado, a um nível elevado, encimada por janelão em arco abatido, ambos ostentam, na base, mísulas em cantaria. Fachada lateral esquerda, virada a SO., tendo, no piso superior, um janelão em arco apontado e mísulas na base. As fachadas NO. e NE. possuem, no último piso, janelão em arco abatido. INTERIOR com vestígios de ter possuído três pisos

 Séc. 12 / 13 / 14 - construção do imóvel, com função de vigia, sobre um primitivo castro lusitano; séc. 16 / 17 - provável ntervenção no imóvel, com abertura dos vãos em arco abatido no piso superior; 2001, 24 Julho - lançamento do concurso pela Câmara Municipal de Vouzela, para tratamento, consolidação e valorização da torre, bem como a dinamização do espaço envolvente, fazendo reviver as tradições locais, de produção de vinho e artesanato.

in: monumentos.pt

Algumas notas sobre o painel explicativo existente junto à Torre:
- A epígrafe "A. M. B. D. M." não existe apenas em duas fachadas da torre, mas sim nas quatro, como é visivel nas fotos a cima postadas. A hipótese de esta sigla querer dizer "António Magalhães Barão de Moçâmedes" parece despropositáda uma vez que este título, para além de só ter sido criado no séc. XVIII (13 de Agosto de 1779) por D. Maria I, nunca teve como titular um António de Magalhães.

Foram barões de Moçâmedes:
  1. José de Almeida e Vasconcelos, 1.º barão de Mossâmedes, elevado em 1805 a Visconde da Lapa;
  2. José Maria Manuel de Almeida e Vasconcelos, 2.º barão de Mossâmedes; filho do antecessor, não tendo sobrevivido ao pai;
  3. D. Manuel de Almeida e Vasconcelos, 3.º barão de Mossâmedes e 2.º Visconde da Lapa, elevado em 1822 a Conde da Lapa; irmão do antecessor;
  4. D. Manuel Francisco de Almeida e Vasconcelos, 4.º barão de Mossâmedes, 2.º conde e 3.º Visconde da Lapa; filho do antecessor;
  5. D. Manuel de Melo e Castro de Almeida e Vasconcelos, 5.º barão de Mossâmedes, 3.º conde e 4.º Visconde da Lapa; bisneto do antecessor.
Por outro lado os barões de Moçâmedes não foram senhores de Alcofra, mas sim comendadores da comenda de Sta. Maria de Alcofra na Ordem de Cristo.

D. António Caetano de Sousa, no seu "Provas da historia genealogica da casa real portugueza, tiradas dos instrumentos dos archivos da torre do Tombo", falando do apelido Alcoforado, diz-nos que "o primeiro deste apelido foi Pedro Martins Alcoforado, assim diz o conde D. Pedro, no tit 62 dos Aguiares, que foi filho de Martim Pires de Aguiar, e neto de Pero Mendes de Aguiar; parce que o seu solar era o couto de Alcofra, em o julgado de Alafões, que era honra dos fidalgos deste apelido, como parece, por uma sentença, que está no registo dos livros del rei D. Afonso IV, e assim vale a conjectura do nome, e se pode dizer, que este era seu solar".

A 13 de Novembro de 1164 temos a carta de confirmação feita por D. Sancho I, da doação e licença que D. Henrique e D. Teresa, juntamente com seu pai, tinham feito a Cide Aires para que ele fizesse morgado em Alcofra

A 9 de Dezembro de 1172 é passada carta de Couto a "D. Sidde da villa de Alcofra.


A 3 de Maio de 1229, Cide Aires, senhor do couto de Alcofra, institui Morgado de todos os seus bens.

A 4 de Dezembro de 1250, o rei D. Afonso III concede carta de previlégio para Afonso Pires e seus sucessores poderem realizar feira em Alcofra, duas vezes no ano, livre de todo o tributo real.

A 6 de Julho de 1380 (era de César) sentença de confirmação dos direitos do Couto de Alcofra a Lourenço Vicente, cavaleiro de Alcofra.



Torre de Cambra - Vouzela.







Arquitectura militar, medieval. Torre de planta quadrada, com muros robustos e matacães, com poucas fenestrações e entrada única, de arco quebrado, acima do solo, servida por escadaria de madeira que se retiraria em caso de ataque. Vestígios de três pisos assoalhados.

 Planta quadrangular, com coincidência entre o exterior e o interior, de massas simples e disposição verticalista, sem cobertura. Fachadas em alvenaria aparente. Fachada principal voltada a SO., com portal em plano superior ao solo, de arco quebrado, e descentrado. No muro, duas mísulas. Fachada NO. cega, ostentando várias mísulas, sendo a NE. rasgada por janelão rectangular, em plano superior. No topo, estrutura de apoio a matacães. Fachada SE. cega. INTERIOR ostenta, à mesma cota, entalhes nos muros, para sustentação das traves de sustentação de dois pisos assoalhados, já desaparecidos.

1058 - Viseu foi reconquistado aos mouros por Fernando Magno e foi criada a Terra de Lafões, cujo centro militar e político se localizava no Monte da Senhora do Castelo, nas imediações de Vouzela; 1258 - as Inquirições de D. Afonso III dão conta de um povoamento lafonense constituído por uma rede de aldeias e quintas distribuidas de forma homogénea; séc. 13 / 14 - construção do imóvel, com características defensivas; séc. 14 / 15 - na área de Lafões, algumas localidades possuiam torres senhoriais e atalaias, sendo que a de Cambra era pertença dos cavaleiros-fidalgos de Cambra; séc. 16 / 17 / 18 - a torre pertenceu aos senhores de juro e herdade de Trofa.

in: monumentos.pt 

Torre de Vilharigues - Vouzela







sábado, 29 de novembro de 2014

Casa Nobre em Sendim, Tabuaço.







Escudo de fantasia em cartela, sob elmo e timbre da primeira pala.
Partido: I - Almeida ou Melo. II - Mergulhão.

Casa do Morgado de Fontão Seco, Tabuaço.




Escudo sob elmo e timbre de Pereiras.
Esquartelado: I - Pereira. II - Rebelo. III - Cardoso. IV - Gouveia (mal representado).

Info: monumentos.pt